O que amônia, tigre e saneamento tem a ver?

No Brasil existem muitas histórias que ficaram marcadas no decorrer do seu desenvolvimento. Diferentemente dos outros países, a evolução do saneamento e dos sanitários ocorreu de outra forma.

No século XIX, as cidades e a população brasileira estavam crescendo à todo vapor. Contudo, o saneamento básico não acompanhava todo esse processo, já que não se tinha um conceito de sanitário ou escoamento de esgoto.

Por isso, os dejetos (fezes, sólidos e tudo o que não podia ser deixado nas fossas decorrente ao mau cheiro) eram acumulados em barris e levados pelos escravos na cabeça até o mar ou rio para serem descartados.

O trajeto que os escravos percorriam até o ponto de despejo era penoso. Por serem levados na cabeça e estarem sempre cheios, os dejetos respingavam nos corpos dos escravos, o que causava queimaduras por conta da amônia presente nas fezes. O formato que essas feridas cicatrizavam eram de listras, o que acabou por definir esse grupo como os “tigres”, pela semelhança ao animal.